sábado, 5 de novembro de 2011

Uma Frigideira num lugar especial de Bracara Augusta!

Olá, quem vai a Braga e não passa na "Frigideiras do Cantinho" passa ao lado da história valiosa da nossa Gallaecia.
Vejamos, desde 1796 que existe este estabelecimento, agora o mais antigo da nossa Braga, a Braga dos kallaikoi,, onde se pode apreciar a melhor frigideira, para mim, no mundo acompanhada das mais diversas formas.

Para ajudar, temos o privilégio de o fazer sobre importantes ruínas de Bracara Augusta e sentir a história bem debaixo dos nossos pés e no centro desta mais que milenar cidade.

Até Júlio Dinis num dos seus clássicos "Serões da Província" se refere a esta iguaria de Braga.

Aproveita e passa por lá para veres e provares o que aqui não se pode descrever nem "abocanhar".



Um Abraço Galaico e Bom Apetite!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tesouros da Gallaecia Sul - Fonte do Ídolo (Braga)

Na antiga capital de Conventus, Bracara Augusta, foi edificado, nos inícios
do século I, um santuário rupestre que é hoje conhecido como Fonte do Ídolo, ou “Quintal do Idro”. Este monumento conservou-se, parcialmente, e é um dos locais da cidade romana mais divulgados devido ao seu cariz único.
Numa superfície vertical com cerca de três metros de largura observase na parte esquerda uma estátua com cerca de 1,10 metros. Esta figura encontra-se num avançado estado de degradação, o que impossibilita averiguar se é feminina ou masculina. Todavia, consegue-se perceber que se trata de uma personagem togada que segura na mão um objecto, talvez uma cornucópia. À esquerda da cabeça é visível a seguinte inscrição:
(CEL)ICVS FRONTO / ARCOBRIGENSIS / AMBIMOGIDVS / FECIT, que pode
ser traduzido por “Celico Fronto, de Arcóbriga, Ambimógido fez (este monumento)”. Do lado direito do monumento distingue-se uma edícula, com a representação de um busto no seu interior, que foi intencionalmente desviado para a esquerda dando, desta forma, espaço à seguinte inscrição:
CELICVS FECIT, a que se segue na parte inferior do nicho: FRO(NTO), ou seja o nome do dedicante. À esquerda da edícula pode-se ler o nome de uma divindade: TONGONABIAGOI. O nicho é adornado por um frontão onde se pode ver uma pomba e um maço. Acima do frontão há uma epígrafe com letras gravadas em tipo diferente, e que é considerada tardia por diversos investigadores. Na base deste nicho brota um pequeno manancial.
A intrepretação deste santuário é complexa. A linha interpretativa originada por José Leite de Vasconcelos manteve-se estável ao longo de quase um século, sofrendo apenas algumas variações. Leite de Vasconcelos entende que a divindade e o dedicante se encontram ambos representados, assumindo que a primeira está representada na edícula e a segunda em alto-relevo. Esta leitura foi, posteriormente, invertida por Alain Tranoy, que identifica o deus com a figura do lado esquerdo e o dedicante com o busto inserido no nicho.
Outro autor, António Rodríguez Colmenero, defende que se trata de um santuário plural. Desta forma o dedicante, Celicus Frontus, apenas está registado na inscrição enquanto que as duas divindades estariam representadas. A figura em pé corresponderia à deusa Nabia (uma Nabia / Fortuna). Tongonabiagus, divindade da “veiga bracarense” estaria
representada na edícula.
Com base no conhecimento dos vestígios encontrados na envolvente da Fonte do Ídolo, há investigadores que entendem que o monumento poderá ter sido parte integrante de uma domus suburbana, enquanto outros pensam que estamos perante um santuário público mandado edificar por Celico Fronto para usufruto da comunidade bracarense. Seria pois um dos raros exemplos de ebergetismo na cidade de Bracara Augusta. Estamos assim perante um local de grande relevância patrimonial e científica, quer pela sua originalidade, quer também pela informação que faculta acerca das divindades indígenas veneradas nos primórdios da Callaecia meridional.
Apesar de ser dedicado a deuses autóctones, o santuário da Fonte do Ídolo possui um marcado estilo clássico.

Não deixes de visitar este tesouro em Braga na tua próxima visita ao coração da Gallaecia Sul.

Um Abraço Galaico




domingo, 30 de outubro de 2011

Samhain - O Ritual Celta, as Nossas Raizes Ancestrais

Que festa é esta do "halloween"? Que Gallaecia Sul esta, que tem um povo que já não conhece as suas raizes ancestrais e apenas aprende o que passa na TV?

A Gallaecia, actual Norte de Portugal e Galiza, foi lugar de grande influência Celta, que nos deixou muitas heranças que o Cristianismo tentou apagar. Samhain, o início do Inverno, dos dias com menos Sol. Esse sol que separava as trevas da vida. É precisamente nesta data que os Celtas deixam marcas para sempre. O Halloween (All Hallow's Eve) ou Dia de Todos os Santos, entendido por muitos como uma festa inventada na América é muito mais do que isso, é uma herança, uma continuidade do Samhain que com o Cristianismo mudou de nome.

Mais de 3 mil anos para o passado e por estes lados, os nossos ascendentes Celtas celebravam o Ano Novo neste dia que devemos saber o significado. SAMNHAIN

Clica aqui para saber mais!..

As Scut na Gallaecia Sul. Um ano depois e os Beirões e Allgarvios ficam isentos, como sempre.

É verdade, já não bastou o Afonso Henriques bater e trair a mãe, bem como depois entregar a gestão da nossa terra aos do sul, agora estamos a pagar impostos nas SCUT muito vitimas de ministros que nada tem com a Gallaecia.

Fazendo um balanço todos os primeiro ministros que tivemos até hoje neste portugal desigual nasceram para sul, nas Beiras ou nos "Allgarves". O Sr. Sócrates nasceu no Porto mas só nasceu mesmo porque foi logo para a Covilhã com "mesinhos". Coincidência ou não, tiram todos um curso em Coimbra ou em Lisboa, de preferência de Direito. Depois são presidentes de uma associação de estudantes qualquer e militantes de uma juventude qualquer.

Agora estamos condenados a pagar tudo e mais alguma coisa neste feudalismo criado por eles e para eles.

As SCUT são um grande exemplo, primeiros os "bimbos", os do "norte", os gajos que "pagam e calam".

Exemplares são aqueles que como eu apenas usam as SCUT no chamado "norte" durante as primeiras 10 passagens, as outras vamos pelas estradas medievais para recordar os caminhos que o Afonso Henriques usou para ir dar a mama aos do sul e que até agora persiste em nos oprimir e roubar.


Eu não pago nas SCUT, só as uso nas passagens gratuitas! O próximo passo deles será acabar com as passagens gratuitas.....Será?

Já agora peçam contas à ANA Aroportos para saber quantos Galaicos do norte deixaram de vir ao Porto embarcar por causa desta palhaçada feita sobre o joelho e que veio tentar separar uma nação mais do que milenar e que os beirões  e os allgarvios não fazem a mínima ideia do que é.

Um Abraço Galaico